Empreendedorismo, o combustível do Brasil.

Em matéria publicada pelo site DCI, empreendedorismo é o combustível do Brasil, o que você acha?

Segue abaixo a matéria na integra:

SÃO PAULO – O empreendedorismo é uma característica do povo brasileiro. A taxa total de empreendedores chegou a 34,5% no ano passado. Significa que, a cada dez habitantes, três têm uma empresa ou estão envolvidos na criação de um negócio próprio.

Os dados são do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), instituição que investiga o grau de propensão aos negócios no mundo todo. Na comparação com o bloco de países Brics, o Brasil tem a maior taxa. Na China, o percentual é de 26,7%; na Índia, 10,2%; na África do Sul, 9,6%; e, na Rússia, apenas 8,6%.

O número de brasileiros que já têm uma empresa, ou que estão envolvidos na criação de uma, é superior, também, ao de países com economias desenvolvidas como Estados Unidos (20%), Reino Unido (17%), Japão (10,5%), Itália (8,6%) e França (8,1%).

E o número de empreendedores por aqui segue crescendo. Nos últimos dez anos houve um aumento superior a dez pontos percentuais: a taxa de 23% em 2004 saltou para 34,5% no ano passado.

“O clima econômico de desaceleração neste ano está afetando também os pequenos negócios, uma vez que esse segmento faz parte do tecido econômico, não é uma ilha. No entanto, há dados que nos fazem crer que o impacto não é tão prejudicial ao crescimento do empreendedorismo. Prova disso é a marca de 5 milhões de Microempreendedores Individuais (MEI) alcançada em junho”, diz o gerente de Atendimento Individual do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), Enio Pinto.

Os dados também evidenciam uma característica das micro e pequenas empresas no Brasil e no mundo: a de serem grandes geradoras de empregos. “O próprio Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho mostra que o desemprego está menor nas pequenas do que nas grandes empresas”, acrescenta.

De fato. No primeiro semestre deste ano, os pequenos negócios geraram mais de 116 mil empregos formais, enquanto nas médias e grandes empresas o saldo líquido foi de 476 mil demissões.

“Sempre haverá pessoas que irão decidir iniciar um empreendimento por não conseguir uma vaga no mercado de trabalho. Mas acredito que a relação entre empreendedorismo por necessidade e por oportunidade não terá alterações expressivas nos próximos anos”, considera.

Segundo o GEM, há dez anos, pouco mais da metade das empresas no Brasil eram abertas por oportunidade. O levantamento de 2014 mostra que o índice desse tipo de empreendedor chegou a 71%, ante 29% que agem apenas por necessidade.

Para a Endeavor, instituição global de apoio ao empreendedorismo de alto impacto, em um ambiente econômico estável muitos deixam de abrir o próprio negócio porque a segurança e a estabilidade que um emprego proporciona são grandes atrativos, ou seja, o custo de oportunidade é alto. Por isso, em um momento de economia desaquecida como o atual, esse custo de oportunidade diminui e pode ser um incentivo para mais pessoas empreenderem. “A necessidade em si não é, como um todo, ruim: pode ser também uma grande oportunidade. Tudo depende do que o empreendedor faz com isso”, afirma a instituição.

Para muitos especialistas, a crise pode ser grande oportunidade para empreender. “As franquias são uma boa opção, já que não é preciso reinventar a roda: o empresário pode usar uma experiência e um conhecimento já consolidados”, avalia Pinto, do Sebrae.

O próprio Sebrae criou o Movimento Compre do Pequeno Negócio, que busca mostrar para a sociedade a importância dos pequenos na geração de emprego e na distribuição de renda no País. “Sabemos que eles são fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico, mas é preciso que o consumidor também saiba”, diz Pinto

Quase 110 mil empresas já se cadastraram, além de 3.247 apoiadores. “Esperamos que essa conscientização promova um aquecimento nas vendas dos pequenos negócios. Que o consumidor entenda que todo dia é dia de comprar dos pequenos negócios, mas que o dia 5 de outubro se torne um dia especial para valorizar os negócios que fazem parte da rotina de cada um.”

Gilmara Santos

Fonte: DCI – http://www.dci.com.br/especial/prontos-para-seguir-por-conta-propria-id500285.html

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