Encargos: Afinal, quanto custa um funcionário para uma Empresa?

Para alguns, a legislação trabalhista é um pouco injusta com a maioria das empresas, já para outros é super importante valorizar os  trabalhadores, garantindo-lhes todos os direitos. De acordo com a lei,  todo trabalhador tem direito a um salário, férias, dissídio, hora extra,  13º salário, INSS, FGTS  e alguns adicionais como vale-transporte, vale alimentação e em alguns casos até plano de saúde. Diante de tantos  direitos, afinal quanto custa um funcionário para uma empresa no Brasil?

Estas e outras questões é o que veremos a partir de agora, vamos colocar no papel todos os custos reais que o empresário brasileiro precisa arcar para manter um funcionário, confira!

Quanto custa um funcionário em números reais

Para saber precisamente quanto custa um funcionário, primeiramente é necessário observar os cursos pagos diretamente ao trabalhador  como benefícios e salário, além dos custos que a empresa deve pagar diretamente ao Governo Federal,  que são os encargos obrigatórios por lei, como no caso do INSS.

Para simplificar vamos criar um breve exemplo. Digamos que você tenha uma Microempresa (ME) e vai contratar um novo funcionário   para trabalhar como um Auxiliar de Serviços Gerais, o chamaremos  de ‘João da Silva”.

1º O Salário Mínimo

Com base no salário mínimo deste ano, o salário inicial do novo funcionário será de R$1045,00.

2º O Vale Transporte

Para que o seu novo funcionário possa se locomover de casa até o local de trabalho, e no final do dia, do trabalho até em casa, a empresa precisa arcar com vale-transporte.

Vamos utilizar como base o preço de uma passagem de ônibus na capital paulista, em São Paulo a média é de R$4,50 por passagem. Obviamente, este irá precisar de duas passagens, uma de ida e uma de volta todos os dias:

R$4,50 valor por passagem x 2 = R$9,00 por dia = R$198,00.

Portanto, serão R$9,00 vezes 22 dias do mês, serão R$198,00 ao todo. Deste valor, o funcionário arca com 6% que é descontado todos os meses na sua folha de pagamento, ou seja, R$11,88. O restante, R$186,12 a empresa precisará somar ao salário total do senhor João.

Vale a pena lembrar que em alguns casos, o trabalhador pode necessitar de duas conduções para ir e duas para voltar do trabalho, o que dobra esse valor.

3º O Vale Refeição

No Brasil, algumas categorias garantem ao trabalhador o Auxílio Alimentação, esse é determinado em Convenção Coletiva pelo próprio Sindicato da categoria.

Ainda usando São Paulo como base, o ticket médio diário na cidade é de R$16,00. Se multiplicarmos esse valor pelos 22 dias do mês, o valor total chegará a R$352,00.

Assim como no caso do Vale transporte, o funcionário arca com 20% deste valor, que será descontado todos os meses direto na sua folha de pagamento, ou seja, R$70,40. O restante, R$281,60 será arcado pela empresa, que precisará somar ao salário total do senhor João todos os meses.

4º Plano de Saúde

Algumas categorias conseguem através de Convenções Coletivas alguns benefícios adicionais ao trabalhador e cabe a empresa arcar com estas obrigações decorrentes como plano odontológico, seguro de vida, contribuição ao programa de qualificação ou como na maioria dos casos, um plano de saúde. Usando o São Paulo como base, a média desses custos é de R$65 mensais.

5º Encargos Sociais

Na contratação de um novo funcionário, toda empresa  deve arcar com 37% do valor do salário líquido para o pagamento dos encargos sociais todos os meses,  são eles: 29% para contribuição do INSS e 8% para o fundo de garantia (FGTS) do trabalhador. Simplificando em números, nós teremos:

Contribuição ao INSS – 29% do valor total do salário líquido (R$1045,00), portanto R$303,05.

Contribuição para o FGTS – 8% do valor total do salário líquido (R$1045,00), portanto R$83,60.

Ainda existem alguns gastos que embora não sejam pagos necessariamente todos os meses, são periódicos e precisam ser adicionados para sabermos ao certo quanto custa um funcionário, são eles:

Contribuição para o 13º Salário – 8,33% do valor total do salário líquido (R$1045,00), portanto R$87,04.

Proporcional de Férias – 11,11% do valor total do salário (R$1045,00), mais o adicional equivalente a 1/3, portanto R$116,09.

Em resumo: quanto custa um funcionário

Agora que já colocamos em números reais ficou mais fácil saber quanto custa um funcionário para uma MicroEmpresa no Brasil, em resumo:

R$1045,00 – Salário Mínimo;

R$0186,12 – Vale Transporte;

R$0281,60 – Vale Alimentação;

R$0065,00 – Plano de Saúde;

R$0303,05 – Contribuição ao INSS;

R$0083,60 – Contribuição ao FGTS;

R$0087,04 – Contribuição para o 13º Salário;

R$0116,09 – Proporcional de Férias.

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R$2167,00   Total

Portanto o custo final médio de um funcionário para uma empresa no brasil é de R$2167,00. Lembrando que este valor é apenas uma base, pode variar de acordo com o porte de sua empresa, condições de trabalho, tipo de categoria, insalubridade, entre outros.

Funcionário: é um custo ou um investimento?

No mundo dos negócios ninguém cresce sozinho, sua empresa pode começar bem pequena, uma simples MEI, mas à medida que vai crescendo, esta necessita de apoio e mão de obra qualificada.

Ao abrir uma empresa, é preciso levar em consideração uma série de fatores como a sua margem de lucros, taxas de crescimento anual e o volume de mão de obra para funcionar corretamente.

Contratar um novo funcionário é um investimento para seu negócio, é garantir que algum departamento da empresa seja amparado por um profissional que o ajudará a crescer.

As empresas de maior sucesso no mundo, tem por trás milhares de colaboradores e cada um tem sua devida importância. Se você tem uma empresa ou pretende abrir uma nos próximos meses, não encare um funcionário com um gasto, mas como uma parceria de negócios, e não se preocupe, os lucros da sua empresa irão absorver facilmente os gastos com seus colaboradores.

Contratar é investir na sua empresa e ajudar no crescimento do seu país!